quinta-feira, 19 de julho de 2012
Medos
Meus medos caminham sob minha pele
Como vermes devoradores da verdade
Consumindo parte da minha confiança
Enquanto fazem do passado uma maldade.
Tantas peças se movendo no tabuleiro
Que eu não tenho tempo para medir
Até onde a ingenuidade se fará presente,
Onde eu irei permitir a dor não interfir.
Foram abraços distintos, pesados.
cada um por sua natureza doce,
Cada um por seu passado hostil,
Me derretendo por dentro como criança.
Meus medos caminham ao meu lado.
Apesar de minha natureza destruída
Eu continuarei a caminhar lado a lado
Sem deixar-me ficar à sua sombra.
Rei gelado
Joguei pétalas sobre o guerreiro indigno
Que em seu primeiro ato, traiu nossa fé:
Assassinou sua origem para tomar o trono.
Dediquei canções ao maldito traidor,
Para que o silfos soubessem da glória
E da esperança que trazia sobre nós.
Meus olhos eram puros e claros,
Minha alma era ingênua e feliz,
Agora sou que pôde fazer de mim.
Sou sobrevivente de sua pior traição,
Aquela que nunca será dita... auto-traição!
terça-feira, 10 de julho de 2012
Apocalipse escarlate
A borboleta perderá suas asas
E os gatos se esconderão da lua,
Enquanto a esfinge adormecer
Cansada de seus próprios enigmas.
Não haverá palavras no ar para acalentar
A rosa que se curva perante o vento frio.
Nem estrelas no céu para a meninha,
Que esperançosa busca por seus sonhos.
Então a lágrima seca escorrerá
Da nascente ora verde, ora dourada
E os laços escarlates que unem os dedos
Serão quebrados dentro de uma alma partida.
As cores se tornarão acinzentadas
E as correntes cortarão os pulsos
De quem sempre ousou acreditar
Em doces e hipotéticas canções de ninar.
Assinar:
Postagens (Atom)


