terça-feira, 20 de julho de 2010

Silêncio



Invisível manisfestado
Na linha não preenchida,
Silêncio contestado
Na palavra não repetida.

As mãos se perdem no invisível,
Manifestação da própria afeição.
Os lábios tremem ao toque previsível
Que lentamente nos leva ao coração.

A chama que aquece também nos queima
E sua consciência te contém por agora
Apesar de eu insistir com nessa teima,
Tudo será apenas lembrança por hora.

O invisível se manifesta
Na minha querida memória,
E o silêncio se perfaz
No tempo que demora...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sorriso



Não sei o que aconteceu
Os planetas pararam de girar
De repente tudo se tornou claro
E o fardo, um pouco mais leve

Nada parecia fazer sentido
Na minha mente tão confusa
Eu estava apenas perdida demais

As coisas simples ganharam sentido
E as estrelas começaram a brilhar
Nesse céu tão negro e escuro

Simplesmente aconteceu
E tudo se tornou colorido
A felicidade desabrochou nas pétalas da rosa
Quando lembrei de seu sorriso

Dúvidas



A dúvida esfria minha espinha
Deixando meus dedos congelados
Afogando a alma nas entranhas
Segurando cada lágrima fria

Nada parece estar na estante
Nenhuma foto parece ser real
Nenhuma lembrança faz sorrir
E nenhum passo firme é dado

Quebro minhas unhas até a carne
Mordo um ou dois fios de cabelo
Mas nenhuma atitude salvará-nos-á
Pois a dúvida é algo que corrói

Caminho dez ou quinze passos
Já caminhei por muitas horas
Até olhar para o céu estrelado
E descobrir o porque de tudo