quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Abnegação
Ah, ingratidão revelada,
Gotejando do olhar
Do novo predador
Ao transformar-me em presa.
Você se esqueceu
Quando eu cantei
Para sua noite
Não se esmaecer?
Você drenou completamente
O sangue que escorreu
Para nos sacramentar
Quando você estava sozinho?
Ah, mas não darei o gosto
De bater denovo em sua porta
Para dizer o que você sabe
Só para seu cruel deleite.
Estou farta desse jogo
Apenas irei embora...
Irá se arrepender,
Irá sentir saudades,
Eu sei que estará sozinho
Mas aí já será tarde demais.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Prisão
Na gaiola
O passarinho geme
Sua maldição:
Asas cortadas.
Na gaiola
O passarinho chora
Pra todos sorrirem,
Pois belo é seu canto.
Na gaiola
O passarinho vê
Todas as aves livres
Voarem até as nuvens.
E de sua gaiola
O passarinho espera
Pela maior misericórdia
Que só a morte poderia lhe conceder.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Cicuta
Quem se importa
Como meu cálice
Cheio de cicuta
Em meio a festa?
Enfim engulo e vejo
O desejo inalcançável,
O claro fim inabalável,
A minha única vitória.
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