quinta-feira, 3 de julho de 2008

Pelas ruas do meu bairro


Ninguém que realmente se sentiu sózinho saberia como é andar por tais ruas... ruas obscuras, livres, sem becos, sem paixões... cheias de um mistério viciante... memórias hipnotizantes, capazes induzirem vc a um transe temporário.

Elas conhecem minhas dores... guardam minhas lágrimas...

Estas ruas possuem o poder de acalmar e condenar.

Ah... vc talvez conheça ruas, muitas delas, mas talvez jamais conheça estas.
Estive moribunda a caminhar por elas há cerca de 3 anos, desde então percebi que a solidão se espalha por ali, após as 22hs... seus fantasmas gostam das 23hs e seus perigos às 24hs/0hs.
Como um gato em busca de seus objetivos, estive a andar buscando pelo meu espírito... perdida entre as sombras, entre as árvores dançantes...

Enfim aprendi a sobreviver!

Nada é o que parece, nada é seguro... exceto quando vc também não é.

Aprendi que quando vc convive tempo demais com a escuridão vc acaba se tornando uma sombra.

A dor o corrói e a imortalidade o abraça, MALDIÇÃO!

Andei por elas até o caminho ser o mesmo caminho de outra alma condenada... mas nada pode-se fazer quando em uma esquina é a hora de virar e se distanciar de uma boa companhia...
Este é o caminho destas ruas ao errante: Solidão é tudo que o espera.

A dor é inevitável, o sofrimento então... nem se fala!

A luz da lua segurou minha vida em tuas mãos... guiou meus pés e eu conheci a manhã que vem após a madrugada... o sol fatigante...
E apenas sei realmente que sinto falta da solidão daquelas ruas soturnas...

Aquelas ruas do Planalto Paraíso... elas realmente são cheias de mistérios!


to be continued...

Um comentário:

Ago disse...

Fixe o modo que escreveu e descreveu, sei por causa do que sempre me conta dessas ruas, adorei!

Na sua narrativa os fatos ficam fascinantes!

E o melhor é que tem continuação...

Bjs Amor!
Txamo!