terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Deserto



"Ninguém quer me magoar,
contudo todo mundo tenta."
- Isso não me impressiona,
Isso apenas me faz sangrar.




Me perco nas areias desse deserto
Onde o vento se torna meu amigo
Onde o sol castiga meu turbante
E onde posso voltar ao meu centro

Eu caminho sem metas normais
Seguindo o caminho do pensar
Pra mais tarde estar vazia
E sorrir com olhos fechados

Penso e me perco no delírio
Um oásis se mostra para mim
Mas quero me perder um pouco mais
Em meus delírios perfeitos

Vejo a felicidade e o êxtase
A memória se torna a realidade
E sonhos se misturam ao momento
Choro de tanta euforia por tudo

Me agarro em sombras
Danço com a poeira
Gargalho com o vento
E o sol castiga...

Aos poucos as sombras
que pareciam com rostos
Começam a se desfazer
Eu grito e soluço forte

Corro em direção à minha ilusão
Tropeço e caio no mar fervente
Tudo que era, se desfaz por completo
Resta minha boca seca e o purgatório há 2 passos...

3 comentários:

Lacobos disse...

"e o purgatório há 2 passos" hum, agora sei o que a mulher na imagem busca - principalmente pq li de primeira PURGANTE rsrs um purgante daria desespero, ainda mais em um deserto hehe

A parte, ficou bom o poema, e gostei das 4 linhas iniciais again... os começos ficandoo tão phodas quanto os clássicos finais hehe

Gisella disse...

Sincerramente amo te vizitar cada poema me surpreende mais e mais!!!

"As vezes me perco em um mundo que eu criei para eskecer um pouco deste aki, e dos problemas que ele me trouxe tão ferezmente e sem piedade....
As vezes me sinto neste mesmo desesto..."

bjkas

Garotinha Ruiva disse...

Nossa, tem outra Gisela comentando aqui rss

Muito bom este... Adoro poemas que quando leio parecem falar de dentro pra fora, na minha cabeça.

A sonoridade sempre impecável...