quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Metade





Oh! Vida frágil e efêmera
Desnumbrante e dolorida
Porquê não o poupaste?

.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.

Sua ausência me fere como uma seta
Lembranças que somente eu posso ter
Pois ninguém mais sabe do pôr-do-sol

Três...
Nós éramos tão imaturos
Nosso orgulho tão pesado
E o tempo tão impiedoso
Que não pude nem me arrepender

Dois...
Éramos tão imprudentes
Nossas escolhas, imediatas
E o tempo tão impiedoso
Que você nem pode me ouvir gritando

Um...
Agora me resta deixar-te um rosa vermelha
Igual a que entreguei nas tuas mãos
Naquele dia tão azul, tão quente...
Que tua morte me rasgou por dentro

Porquê eu não consegui impedir!?
Porquê não consigo voltar dois anos!?
E não estar no celular mas ao teu lado
Impedindo, te curando... salvando-te

Ah, lágrima que derramo cure a dor
De se sentir tão divida, tão só
Por causa de uma vida perdida no tempo
Na velocidade dos ponteiros do relógio

Te trago á vida em um segundo
Quando me lembro de tua risada
Mas o segundo se esvai e percebo
Que o restou foi apenas um lugar vazio

Um João é que permanece na memória
Dos teus amigos, amados e pessoas
Mas pra mim você será sempre metade.



Leitores, hoje fazem 2 anos de morte de uma das pessoa mais inteligentes, apaixonantes, orgulhosas e únicas que pude conhecer em todo meu tempo de efêmera existência. Poucos de vocês entenderam o motivo de meu luto. De qualquer forma gostaria de prestar uma homenagem à João Luiz Leal do Nascimento, pois a vida é finita mas as palavras jamais!

Mento, sinto sua falta.

Um comentário:

Lacobos disse...

Ótimo!
=)

http://dadonanet.blogspot.com/